domingo, 22 de maio de 2011

O CORREDOR




Que o presidente da nossa pelada, Marcelinho, é uma figura... Isso todos sabem. A última desconfiança da galera é que ele anda correndo escondido pelas ruas do Grajaú para apurar sua forma física sem avisar a ninguém. Outros atletas dizem que certamente se houvesse antidoping no Veteranos da Paz, a coisa ia ficar feia... Afinal, beber ANTES da pelada é para poucos heróis. Fato é que, após terminar seu último relacionamento, no qual era obrigado a caminhar com sacos de supermercado cheios de produtos pelas ruas do bairro (segundo o Língua de Trapo), nosso amigo desandou a correr pelas vias grajauenses apurando seu físico um tanto roliço. Será que Freud explica? Mas o mais engraçado da história é que seus piques desabalados acontecem somente na primeira pelada. Na terceira e última, sua língua já corre mais que a bola... Aliás, essa sua parte anatômica não é "de trapo", mas chega bem próxima disso. Nosso amigo Vanderlei costuma comentar que Marcelinho é o "acendedor de pavio"... Coloca a famosa "pilha" para ver "o circo pegar fogo". Toma tendência, rapaz! Na foto que ilustra o texto, Marcelinho simula que está sendo algemado, uma história da festa de final de ano, com direito à abaixo-assinado, que não revelarei por respeito a seu finado relacionamento.

ENTRE BEIJOS E "LENÇOIS"





Não gosto de legislar em causa própria nem gostaria de contar casos sobre minha pessoa, mas... faz parte! Portanto, relatarei dois episódios ocorridos comigo na pelada dos Veteranos da Paz, uma dentro e outra fora de campo, iniciando pelas conversas pós-jogo. Numa delas, já altas horas da noite, num daqueles dias que ficamos mais tempo na empolgação, descobri que o Luisinho, o famoso Língua de Trapo, mora na Rua Professor Valadares, exatamente a que fui criado na infância/adolescência e na qual joguei minhas primeiras peladas. Qual não foi minha surpresa ao constatar que o cidadão reside numa casa em que pratiquei o primeiro ósculo de minha vida, numa mocinha desavisada. Bem, para quem não está ligando o nome ao ato, “ósculo” quer dizer beijo. Porém, a maneira como isso foi dito criou um mal estar. Assim que o “Língua” disse onde morava, soltei um inocente: “Ih, foi lá que perdi minha virgindade bucal!”... Pra que? Não preciso nem dizer que os caras pegaram no meu pé...




O outro fato aconteceu na última pelada. Sempre conto para a galera a história de um gordinho que tomou oito balões seguidos meus, nos anos 80. Bem, ninguém acredita... Porém, nesta peleja, peguei uma bola próxima à lateral, a levantei, fingi que ia fazer um lançamento e o Boquinha, um dos bons zagueiros do certame, veio seco, tomando o primeiro lençol. Ao voltar seu corpo para a jogada, realizei o segundo a contento. Para surpresa de todos e humilhação do Boca, tentei o terceiro, a bola passou por cima da cabeça dele, mas não completei a jogada. Já no vestiário, todos o sacanearam. Ele revelou: “o pior não foram os balões, mas que a bola passou rente à minha cabeça, isso que foi bonito”. Logo após, na resenha, um dos integrantes do grupo, que não revelarei o nome para o Boquinha não “entrar duro” no próximo futebol, deu a seguinte ideia: “Edinho, coloca no BLOG que o Boquinha foi eleito vice-presidente da ORTOBOM. E está com uma promoção-relâmpago: na compra de um colchão, LEVA TRÊS LENÇOIS”...




Na foto que ilustra o texto, eu sendo flagrado dançando, com a camisa do Flamengo, na festa de final de ano do Veteranos da Paz.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A PIRAMBEIRA





Há um caso mal contado nas resenhas após a pelada que envolve nossos amigos Miro e Flávio. O primeiro possui um terreno, próximo à Rio das Pedras, em Jacarepaguá, que está aguardando legalização e adequação às normas da Prefeitura do Rio. O segundo trabalha justamente no Governo Municipal, especificamente na GEO-RIO. O tal terreno, inclinado ao extremo e conhecido pelas más línguas do Veteranos da Paz como "Pirambeira", precisa de uma autorização deste órgão do governo. Há cerca de dois meses, Miro vem puxando o Flávio nos cantos do Cabana da Serra para falar ao pé do ouvido, gerando comentários maldosos. Miro quer fazer uma inauguração de sua nova casa e promete dar uma festa, convidando todos QUE NÃO FALARAM MAL do terreno para o evento. Aliás, tem uma questão a ser dita: há um outro companheiro de trabalho de Flávio, um "chinês kamikaze" (de nome Argus), que já jogou duas peladas, machucando-se em ambas (uma como goleiro e outra como jogador). Ele, porém, adora o jogo e o convívio com o pessoal. Misteriosamente, após Miro comentar com ele sobre A PIRAMBEIRA, o cara sumiu do nada! Sei não, hem... Na foto que ilustra o texto podemos perceber que Miro (à esquerda) e Flávio (à direita) estão TÃO UNIDOS que até vestem camisas da mesma cor (azul), como se fossem do mesmo time na resenha pós-jogo!

EMERGENTE GRAJAUENSE



Tem um amigo nosso da pelada, taxista (não é o Marcelinho!), que está virando um emergente a olhos vistos... Num piscar de olhos, nosso artilheiro, centroavante que fala mais que joga, saiu do subúrbio para morar no "Jardim" (Garden) do Grajaú, comprou um automóvel do ano e vive a falar de suas andanças pelo novo bairro, que está adorando (apesar de achar caro muitos produtos dos bares da vida). O problema é que o povo já percebeu seu novo status e vive a pegar no pé do coitado, que se defende como pode. Ah, sim... O dito cujo, gente boa, é flamenguista dos bons e se orgulha disso. Vamos parar de pegar no pé do coitado, galera! Ah, sim... Não posso contar, nem sob tortura, que o nome dele é ROGÉRIO! rs Na foto que ilustra este texto podemos perceber, inclusive, que nosso companheiro peladeiro deve estar fazendo curso de etiqueta na Socila, como bom emergente, já que vem sentando com bons modos para tomar sua cervejinha.